Trump minimiza impacto da guerra Irã-EUA nos preços do petróleo e ações, enquanto Ibovespa cai 2% e dólar sobe
Mercados em Alerta com Tensão Irã-EUA
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que já caminha para a quarta semana, impactou negativamente os mercados financeiros globais e brasileiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tombou 2%, influenciado pela queda das ações da Petrobras e pelo desempenho negativo de Wall Street. Paralelamente, o dólar comercial registrou alta, atingindo R$ 5,31, refletindo a aversão ao risco no cenário internacional.
Petróleo e Mercados Acionários: A Visão de Trump
Em meio ao aumento das incertezas geopolíticas, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a reação dos preços do petróleo e dos mercados acionários à guerra contra o Irã. Sua declaração sugere uma visão de que os movimentos recentes não representam um abalo significativo, contrastando com a percepção de cautela observada nos pregões.
Diesel em Alta e Preocupações com Abastecimento
O setor de combustíveis no Brasil também sente os efeitos da conjuntura. O preço do diesel subiu 20,6% entre o final de fevereiro e a segunda semana de março, segundo dados da ANP. Fontes do setor indicam que a solução para a restrição de oferta de combustíveis passa por um reajuste nos preços praticados pela Petrobras. A Vibra (VBBR3), por exemplo, dobrou sua importação de diesel para abril, buscando garantir o abastecimento em sua rede.
Caminhoneiros e Questões de Frete Mínimo
As discussões sobre o frete mínimo e as condições de trabalho dos caminhoneiros continuam em pauta. A CNTTL marcou uma reunião com o deputado Guilherme Boulos, embora tenha recuado em seu apoio inicial a uma greve. Empresas como MBRF, Raízen, Cargill, Vibra e Ambev estão entre as apontadas por descumprirem o frete mínimo. Os caminhoneiros mantêm estado de greve e apoiam a Medida Provisória do diesel.
Dividendos e Resultados Corporativos
Enquanto os mercados digerem as notícias geopolíticas, algumas empresas anunciaram o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). A Cemig (CMIG3) aprovou JCP de R$ 658 milhões, e o Itaú (ITUB4) pagará R$ 3,85 bilhões em JCP, com prazo para garantir a participação terminando nesta quinta-feira (19). A Totvs (TOTS3) também distribuirá R$ 104,2 milhões em JCP.