Fim da Era dos Juros Altos? UBS Prevê Cortes na Selic a Partir de Março e Analisa Impacto em Ações e Bitcoin
UBS Aponta Início de Cortes na Selic em Março
A expectativa de um ciclo de afrouxamento monetário no Brasil ganha força com as projeções do UBS. O banco suíço aposta que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará o ciclo de cortes na taxa Selic já em março. Essa perspectiva anima o mercado financeiro, que busca oportunidades em meio a um cenário de juros mais baixos, o que historicamente favorece a renda variável.
Divergências no Cenário Econômico
Apesar do otimismo de alguns analistas, nem todos compartilham da mesma visão. Mansueto Almeida, do BTG Pactual, levanta a possibilidade de o Brasil manter juros altos por mais tempo, argumentando sobre fatores específicos da economia nacional. Essa divergência de opiniões gera um ambiente de cautela, com investidores atentos aos próximos comunicados do Banco Central e aos indicadores de inflação, que foram recentemente revisados para baixo por economistas após a última reunião do Copom.
Impacto no Mercado de Ações e Criptomoedas
O potencial corte nos juros é um dos principais motores para o mercado de ações. Analistas de casas como a Empiricus Research já listam 10 ações recomendadas para ter na carteira com o corte de juros no radar. Bancos, como BBAS3, BBDC4, ITUB4 e SANB11, estão sob os holofotes durante a temporada de balanços do 4º trimestre de 2025, com analistas de mercado avaliando quais apresentam as melhores perspectivas. Por outro lado, o mercado de criptomoedas tem enfrentado volatilidade. O Bitcoin (BTC) sofreu perdas significativas, operando abaixo dos US$ 80 mil e até mesmo dos US$ 77 mil em determinados momentos, perdendo suportes importantes e arrastando outras moedas digitais. A liquidação de mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas reflete o nervosismo dos investidores em um cenário de incertezas globais e de possíveis mudanças na política monetária internacional.
Dividendos e Recuperação Judicial: Notícias Relevantes
Em meio a essas movimentações, outras notícias importantes agitam o mercado. A Caixa Seguridade (CXSE3) anunciou o pagamento de R$ 990 milhões em dividendos, com prazo para garantia de participação até abril. Em contrapartida, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial, acumulando dívidas de R$ 4 bilhões. No mercado imobiliário, um fundo imobiliário renegociou aluguel e manteve sua projeção de dividendos, contribuindo para a alta do IFIX em janeiro. A TIM (TIMS3) também estuda a recompra de participação majoritária em uma unidade de fibra óptica, segundo fontes. O BRB recompôs seu conselho após renúncias, enquanto um caso inusitado de um homem que devolveu R$ 131 milhões recebidos por engano por Pix agora busca indenização na justiça.