Banco do Brasil descarta crise no agro e vê ‘desafios pontuais’; entenda os destaques da semana no setor

Banco do Brasil afasta cenário de crise no agronegócio

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou uma visão positiva sobre o agronegócio, descartando a possibilidade de uma crise no setor. Segundo Gilson Alceu Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, o que se observa são “desafios pontuais”. Ele apontou que algumas dificuldades de fluxo de caixa entre produtores são influenciadas por fatores como a taxa Selic elevada, prorrogações de custeio, condições climáticas adversas, problemas de precificação e, principalmente, falhas de gestão.

Reajuste da gasolina impacta o etanol

A última semana de janeiro trouxe novidades para o setor de combustíveis. O reajuste da gasolina anunciado pela Petrobras (PETR4) deve ter um impacto limitado no preço do etanol no curto prazo, mas tende a frear as altas do biocombustível. Marcelo Di Bonifácio, analista da StoneX, explica que o movimento pode arrefecer a demanda por etanol, uma vez que a gasolina mais barata torna o combustível fóssil mais vantajoso em comparação ao álcool.

Raízen (RAIZ4) e Kepler Weber (KEPL3) em destaque

A Raízen (RAIZ4) apresentou volumes de distribuição de combustíveis e vendas de açúcar acima das expectativas do Safra no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26), embora os volumes de etanol tenham ficado abaixo do previsto. O Safra mantém recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 1,40. Já a Kepler Weber (KEPL3) confirmou um projeto de armazenagem e beneficiamento de milho na Venezuela, que faz parte de sua estratégia de expansão internacional, mas sem impactos financeiros relevantes em seus resultados.

Reforma agrária e o futuro do etanol de milho

Outro tema de destaque foi a desapropriação de sete imóveis rurais pelo governo federal para fins de reforma agrária, totalizando 5.554 hectares em estados como São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Além disso, análises apontam que o etanol de milho veio para ficar, com o setor de cana-de-açúcar tendo a oportunidade de se beneficiar dessa tendência, apesar de apresentar desafios específicos para usinas produtoras do biocombustível a partir do grão, segundo o Rabobank.

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