EWZ Cai Após Corte da Selic e Dia Negativo no Exterior: Entenda o Impacto nos Juros, Dólar e Ibovespa

Mercado Acionário Reage a Cortes na Selic e Cenário Externo

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, e o ETF EWZ (que replica o desempenho do índice na bolsa de Nova York) registraram quedas significativas nesta quarta-feira (18). A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de iniciar o ciclo de cortes na taxa Selic, reduzindo-a em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano, embora esperada pelo mercado, coincidiu com um dia de aversão ao risco no exterior, impactando negativamente os ativos brasileiros.

Copom Inicia Cortes com Cautela e Guerra no Radar

O Copom, em sua última reunião, sinalizou cautela ao reduzir os juros e indicou a possibilidade de manter o mesmo ritmo de cortes nas próximas reuniões. No entanto, o comitê incluiu a guerra em seu radar de riscos, demonstrando atenção a fatores geopolíticos que podem influenciar a inflação e a atividade econômica. A expectativa do mercado, segundo analistas da Mag Investimentos, é que o ciclo de cortes se mantenha em 0,25 p.p. caso o cenário se estabilize.

Impacto nos Juros Futuros e Dólar

A redução da Selic tende a pressionar os juros futuros para baixo, refletindo a expectativa de taxas menores no futuro. Em contrapartida, a busca por segurança em mercados internacionais, somada a fatores domésticos, pode manter o dólar em patamares elevados, influenciando o custo de importação e a inflação. A decisão do Copom sobre a Selic a 14,75% é um ponto crucial para entender os próximos movimentos do câmbio e dos rendimentos dos títulos públicos.

Outros Destaques do Mercado: Raízen, Petrobras e Fundo Imobiliário

O dia também foi marcado por outras notícias relevantes para o mercado. A Raízen (RAIZ4) foi excluída do Ibovespa e de outros índices da B3 devido a um processo de recuperação extrajudicial. A Petrobras (PETR4) anunciou a contratação de 8 termelétricas em leilão, com estimativa de R$ 4 bilhões por ano. No setor de fundos imobiliários, um fundo reduziu seus dividendos ao menor nível em 18 meses após registrar inadimplência, impactando o desempenho do IFIX. Em contrapartida, a PetroReconcavo (RECV3) apresentou lucro líquido de R$ 50,7 milhões no 4º trimestre de 2025, uma alta de 56%, e a Minerva (BEEF3) reverteu prejuízo, lucrando R$ 85 milhões no mesmo período.

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