Gilmar Mendes vota para manter prisão de ex-diretor da Petrobras, mas levanta dúvidas sobre legalidade

Tensão Internacional e Mercado em Alerta

O Ibovespa operou em queda, influenciado pela contínua escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que já se aproxima da quarta semana. A instabilidade geopolítica elevou o dólar, que subiu a R$ 5,31. O mercado acionário também sentiu o impacto, com o Ibovespa tombando 2%, impulsionado pelas ações da Petrobras e pela performance negativa de Wall Street. O preço do diesel, segundo a ANP, registrou uma alta de 20,6% entre o final de fevereiro e a segunda semana de março, adicionando pressão ao cenário econômico.

Combustíveis: Oferta e Preços em Discussão

Diante da restrição na oferta de combustíveis, fontes do setor apontam o reajuste de preços pela Petrobras como uma solução. A Vibra (VBBR3) anunciou a duplicação da importação de diesel para abril, garantindo a disponibilidade do produto em sua rede, segundo o CEO. Paralelamente, caminhoneiros mantêm o estado de greve e apoiam a Medida Provisória do diesel, enquanto a CNTTL marcou uma reunião com o deputado Guilherme Boulos e retirou o apoio a uma greve geral.

Decisão Judicial e Implicações no STF

Em uma decisão liminar, a Justiça suspendeu o licenciamento da Etapa 4 do Pré-Sal, na Bacia de Santos. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes votou para manter a prisão preventiva do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, no contexto da Operação Lava Jato. Contudo, o ministro pediu vista dos autos, indicando que identificou fragilidades e levantou ressalvas sobre a legalidade da prisão, adiando a decisão final do caso.

Outros Destaques do Mercado

O mercado também reagiu a outros anúncios corporativos. A Cemig (CMIG3) aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor de R$ 658 milhões. O Itaú (ITUB4) também distribuirá R$ 3,85 bilhões em JCP, com prazo para garantir o recebimento terminando nesta quinta-feira (19). A Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em JCP. Um fundo imobiliário foi notificado sobre a saída antecipada de uma inquilina responsável por 32,7% de sua receita, gerando preocupações sobre os impactos financeiros.

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