Fim das negociações e escalada da tensão
As negociações entre os Estados Unidos e o Irã chegaram ao fim sem um acordo, deixando em aberto a continuidade do cessar-fogo na região e aumentando a apreensão global. A falta de um consenso entre as partes adiciona uma camada de incerteza a um cenário já delicado no Oriente Médio.
Impacto nos mercados globais
A notícia da ausência de acordo e o anúncio de que os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, irão bloquear o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, tiveram repercussões imediatas. O preço do petróleo disparou mais de 7%, ultrapassando a marca de US$ 100 o barril. As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante do agravamento da crise. No Brasil, o Ibovespa abriu a semana com volatilidade, influenciado tanto pela agenda econômica doméstica quanto pela escalada das tensões no Oriente Médio.
Queda no turismo e pressão em marcas de luxo
A instabilidade na região também começa a afetar outros setores. A guerra no Irã já causa uma queda no turismo em Dubai, o que, por sua vez, pressiona os lucros de marcas de luxo que dependem desse fluxo de visitantes. A incerteza econômica e geopolítica global parece estar moldando as decisões de investimento, com um movimento de aversão ao risco que favorece ativos mais conservadores como CDBs e LCAs, que passaram a oferecer retornos mais atrativos.
Destaques do mercado brasileiro
Enquanto o cenário internacional gera turbulência, o mercado brasileiro apresenta seus próprios movimentos. A ação da Log (LOGG3) registrou um salto expressivo de 50%, impulsionada por estratégias de dividendos que chegam a 17%. No Ibovespa, a Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos, enquanto a Azzas 2154 (AZZA3) foi a ação com o pior desempenho da semana. A Marcopolo (POMO4) é vista pela XP como uma oportunidade de “calmaria em um mercado barulhento”, enquanto o Itaú BBA analisa o desempenho de gigantes como Vale (VALE3), Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Gerdau (GGBR4) no primeiro trimestre de 2026. Além disso, projetos como a criação de uma estatal de mineração, a Terrabras, e a expectativa de pagamento de dividendos por Lojas Renner (LREN3) e Telefônica Brasil (VIVT3) movimentam o noticiário corporativo.