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Soja em Alta em Chicago: Demanda Chinesa e Esmagamento nos EUA Impulsionam Preços, Mas Plantio Limita Ganhos

Soja Sobe Perto de Máximas de Três Meses

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago registraram alta pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira (19), flertando com a máxima de três meses alcançada na sessão anterior. A expectativa de compras por parte da China e um forte volume de esmagamento nos Estados Unidos sustentaram os preços. No entanto, as projeções para o plantio em 2026 atuaram como um fator de contenção.

China e Esmagamento nos EUA como Motores de Demanda

A “história da China” continua sendo um pano de fundo importante para o mercado de soja. À medida que o Ano Novo Lunar se encerra, os participantes do mercado aguardam para confirmar o interesse chinês na soja americana. No início do mês, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que a China estaria considerando uma compra adicional de 8 milhões de toneladas métricas. Paralelamente, dados divulgados pela Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas revelaram que a moagem de soja nos EUA atingiu um recorde para janeiro, e os estoques de óleo de soja alcançaram o maior nível desde abril de 2023, indicando uma forte atividade de processamento no país.

Projeções de Plantio e Impacto nos Preços

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas projeções para o plantio de soja em 2026, estimando 85,0 milhões de acres. Este número representa um aumento em relação aos 81,2 milhões de acres plantados no ano anterior, que haviam sido o menor nível em seis anos, e ficou ligeiramente acima da média das estimativas dos analistas. Essa perspectiva de maior área plantada pode ter limitado a escalada dos preços da soja.

Outras Commodities e Perspectivas Agrícolas

Em outros mercados de grãos, o trigo fechou em alta, impulsionado pela cobertura de posições vendidas, enquanto o milho registrou queda em negociações técnicas. Para o milho, as projeções indicam que os agricultores norte-americanos, enfrentando margens de lucro apertadas ou prejuízos devido à safra robusta do ano passado, devem reduzir o plantio em 2026. A soja mais ativa em Chicago encerrou o dia com alta de 7,50 centavos, a US$11,41 por bushel, o trigo subiu 12,50 centavos para US$5,595 o bushel, e o milho caiu 1,25 centavos, fechando a US$4,2575 o bushel.