Selic a 15% pode estar com os dias contados? Copom sinaliza corte de juros e investidores buscam oportunidades antes da virada.
Fim da alta da Selic?
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, patamar mais elevado dos últimos 20 anos, na reunião mais recente. A decisão estava amplamente precificada pelo mercado, com 81% dos investidores já esperando pela manutenção da taxa, conforme dados de opções negociadas na B3.
Sinais de flexibilização monetária
Contudo, a política monetária contracionista pode não durar muito. Analistas da Empiricus Research observam um detalhe no comunicado do Copom que sugere uma mudança de rota. A autoridade monetária retirou a menção de que a manutenção da Selic se prolongaria e indicou a possibilidade de início da flexibilização já na próxima reunião, em março. A expectativa é de um corte mais robusto, possivelmente de 50 pontos-base, em vez dos 25 pontos-base anteriormente projetados.
Por que um corte mais forte?
Três motivos são citados para justificar a aposta em um corte de juros mais expressivo. Embora os detalhes não sejam explicitados na fonte, a análise sugere que fatores econômicos internos e externos podem estar convergindo para essa direção, permitindo ao Banco Central iniciar um ciclo de redução da taxa básica de forma mais incisiva.
Oportunidades em Renda Fixa: IPCA+ em destaque
Diante deste cenário de provável queda da Selic, Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus Research, recomenda a atenção a títulos IPCA+. A projeção é de uma redução nos juros reais – o retorno dos ativos descontada a inflação – impulsionada, entre outros fatores, pela queda da Selic. Atualmente, com a Selic em 15%, a taxa de juros real do Brasil está em 9,23% ao ano, permitindo encontrar NTN-Bs com retornos de até IPCA + 7,62% ao ano. Com a projeção de Selic a 9,5% e IPCA de 3,5% em 2029, os juros reais podem cair para cerca de 5,7% ao ano. Investir antes do ciclo de corte pode garantir retornos reais superiores à inflação e à rentabilidade futura esperada.
Ativos “premium” e isenção de IR
A analista aponta para quatro títulos de renda fixa com rentabilidade real atrativa e isenção de Imposto de Renda. Um exemplo citado é um ativo que oferece retorno real líquido de 7,35% ao ano, acima da inflação e isento de IR. A recomendação é de aproveitar essas oportunidades o quanto antes, pois a expectativa de corte de juros em março pode fazer com que essas condições se encerrem rapidamente. Para conhecer esses títulos, é necessário acessar o link indicado na fonte original.