Raízen (RAIZ4): B3 concede fôlego extra para empresa sanar problema de ações abaixo de R$ 1
B3 estende prazo para Raízen se adequar às regras de valor de ação
A Raízen (RAIZ4) recebeu um respiro da B3 para solucionar a atual situação de suas ações, que têm negociado abaixo do patamar de R$ 1, caracterizando-as como ‘penny stocks’. A bolsa de valores brasileira estendeu o prazo para que a companhia apresente um plano de ação até 8 de julho de 2026. Anteriormente, a regra da B3 exigia que empresas com ações abaixo de R$ 1 por mais de 30 pregões consecutivos apresentassem um cronograma para reverter o cenário.
Proposta de recuperação extrajudicial envolve conversão de dívida em ações
A decisão da B3 ocorre em um momento crucial para a Raízen, que está em meio a negociações de um plano de recuperação extrajudicial. Na última quinta-feira (28), a empresa detalhou sua proposta aos credores, que inclui a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações da companhia, ao preço de R$ 0,25 por papel. Essa oferta, que engloba units compostas por ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN), visa readequar o endividamento da empresa, que totaliza R$ 75,3 bilhões, sendo R$ 65,4 bilhões sujeitos à recuperação extrajudicial.
Diluição e aportes: o impacto no mercado
A conversão de aproximadamente R$ 29,4 bilhões em ações ao preço de R$ 0,25 por papel levanta preocupações no mercado sobre uma potencial diluição relevante para os atuais acionistas. Essa possibilidade tem pressionado as ações da Raízen, que chegaram a cair cerca de 19% em um dia, negociando a R$ 0,34. Além da conversão de dívida, o plano prevê um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, ambos ao preço de R$ 0,25 por ação.
Novos instrumentos financeiros para o restante da dívida
Os 55% restantes da dívida reestruturada não convertidos em ações serão transformados em novos instrumentos financeiros. Estes novos instrumentos estarão vinculados às operações de Raízen Energia e Raízen Combustíveis, buscando oferecer alternativas de reestruturação para a totalidade do passivo.