Expansão do Etanol de Milho Impulsiona Novo Plano Estadual
Mato Grosso, líder na produção de etanol de milho, enfrenta um desafio logístico: a crescente demanda por biomassa para abastecer as caldeiras das usinas. Diante da limitação da madeira proveniente da supressão vegetal, o estado lançou um plano estratégico para estimular a produção de biomassa de fontes renováveis, garantindo o futuro do setor industrial. A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou a necessidade de planejamento para atender à demanda atual e futura.
Supressão Vegetal Insuficiente e a Busca por Alternativas Sustentáveis
O uso de madeira nativa na geração de energia para as usinas de etanol de milho tem gerado debates ambientais. Embora a legislação brasileira permita a supressão vegetal em propriedades rurais, o estado reconhece que essa prática não será suficiente para suprir a demanda exponencial. Por isso, o foco se volta para o aumento da produção de biomassa a partir de florestas plantadas, como o eucalipto, uma alternativa considerada mais sustentável.
Plano de Ampliação de Florestas Plantadas: Horizonte 2040
O novo plano estadual, lançado no final de março, tem como meta ambiciosa expandir a área de florestas plantadas em Mato Grosso de aproximadamente 200 mil hectares para 700 mil hectares até 2040. Essa iniciativa visa não apenas garantir o suprimento energético para as usinas de etanol, mas também promover um desenvolvimento industrial mais alinhado com a sustentabilidade ambiental. A secretária Lazzaretti enfatizou a importância de alterar a matriz energética para evitar o comprometimento do crescimento das indústrias no estado.
Transição para a Descarbonização e Manejo Florestal Sustentável
Mato Grosso, que ainda possui 60% de seu território intacto e com potencial para manejo florestal sustentável, busca uma transição gradual. O plano inclui ações para eliminar a dependência da supressão de vegetação até 2035, mesmo com a disponibilidade de áreas para manejo. A secretária ressaltou que, mesmo com a vegetação nativa, a quantidade disponível será insuficiente para atender à demanda industrial crescente. O estado também explora o potencial de áreas degradadas para reflorestamento, diversificando as fontes de biomassa.