Ibovespa inicia 2026 em baixa com peso de Petrobras e Vale; Dólar cede ante real em primeiro pregão do ano
Mercado reage a vendas e perspectivas econômicas no primeiro dia de negociações
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o primeiro pregão de 2026 em território negativo. A queda foi influenciada pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3), que registraram perdas e pressionaram o índice. No mesmo dia, o dólar apresentou desvalorização frente ao real, fechando abaixo dos R$ 5,42.
Petrobras e Vale sob pressão; Natura vende Avon
A ação da Petrobras (PETR4) fechou em vermelho, marcando o pior desempenho anual desde 2020, segundo informações preliminares. Já a Vale (VALE3) também contribuiu para a pressão vendedora no índice. Em outra frente corporativa relevante, a Natura (NATU3) comunicou a venda da Avon International, recebendo um crédito de US$ 25 milhões pela transação. A Prio (PRIO3) também anunciou um aumento de capital de R$ 95,1 milhões com a emissão de novas ações.
Commodities e juros em foco para o cenário de 2026
O preço do petróleo registrou uma leve queda, em um cenário de atenção às tensões geopolíticas e às decisões da Opep+. Metais preciosos, como ouro e prata, por outro lado, dispararam no primeiro pregão de 2026, após um recorde histórico em 2025, indicando um movimento de busca por ativos de refúgio. O Tesouro Direto também refletiu um ambiente de juros em queda, com as taxas dos títulos prefixados e IPCA+ operando em baixa.
Perspectivas e movimentos estratégicos para o ano
Analistas apontam que o ano de 2026 se inicia com expectativas de crescimento global menor e a influência contínua dos juros no radar dos investidores. A União Pet concluiu sua combinação de negócios com a Petz e estreou na B3 sob um novo ticker. Enquanto isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que fará uma inspeção de documentos para analisar a liquidação do Master pelo Banco Central.