Ibovespa despenca 4% com incertezas eleitorais e dólar dispara para R$ 5,43: o que esperar do mercado?
Mercado reage negativamente a fatores eleitorais
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma forte queda de 4% nesta sexta-feira (5), marcando o maior tombo em quase cinco anos. A instabilidade política e as incertezas em relação às próximas eleições foram os principais catalisadores do pessimismo dos investidores. Paralelamente, o dólar comercial saltou mais de 2%, fechando o dia cotado a R$ 5,43, refletindo a busca por segurança em moeda estrangeira.
Petrobras e Banco do Brasil sob pressão
Gigantes estatais como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) sentiram o impacto da volatilidade. A ameaça à chamada ‘trade Tarcísio’ – que se refere a possíveis intervenções em empresas estatais – resultou na evaporação de cerca de R$ 27 bilhões em valor de mercado para essas companhias. Apesar disso, o CEO da Petrobras indicou que a empresa considera assumir a operação na Braskem, embora nada esteja fechado.
Análise e perspectivas para o investidor
Diante do cenário de incertezas, analistas de mercado buscam identificar as ações com potencial de valorização. Mesmo com a desvalorização geral, alguns relatórios, como o do BB-BI sobre a Vale (VALE3), apontam teses atrativas, ainda que com potencial de valorização limitado. A expectativa de cortes na taxa Selic e o cenário eleitoral continuam no radar, com projeções de instituições como o JP Morgan sendo constantemente revisadas.
Outros destaques do mercado financeiro
O dia também foi marcado por notícias sobre a inflação nos Estados Unidos, que agitou apostas sobre as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). No âmbito corporativo, a Klabin (KLBN11) concluiu uma operação imobiliária de R$ 300 milhões e anunciou mudanças em sua diretoria. A SLC Agrícola (SLCE3) aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos intercalares. A ANS negou recurso da Hapvida (HAPV3), que terá de reapresentar seu balanço regulatório.