Recuperação no Mercado de Robusta
Os contratos futuros do café robusta negociados na bolsa ICE registraram alta nesta quarta-feira (22), impulsionados pela diminuição dos fluxos de exportação de Uganda e da Indonésia. Essa redução nos embarques tem sido suficiente para elevar os preços, que haviam atingido uma mínima de oito meses no início de abril. O contrato de robusta encerrou o dia com valorização de 1,9%, a US$3.404 por tonelada métrica, distanciando-se do piso de US$3.173 alcançado anteriormente.
Fatores que Influenciam os Preços
Analistas de mercado apontam que a sazonalidade está afetando os fluxos de café robusta provenientes da Indonésia e de Uganda. Apesar disso, o Brasil, segundo maior produtor mundial deste tipo de café, está iniciando a colheita de uma safra que promete ser abundante. Dados recentes do Rabobank indicam que as exportações brasileiras de robusta dobraram nos primeiros 17 dias de abril em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando a força do país no mercado global.
Mercado de Arábica e Outras Commodities
O café arábica também acompanhou a tendência de alta, com uma valorização de 2,3%, atingindo US$2,8915 por libra-peso. Essa recuperação ocorre após o arábica ter tocado seu menor valor desde o início de março na terça-feira. No primeiro dia de notificação para o contrato de primeiro mês do arábica, a aceitação de 197 lotes e a disposição de vários participantes em receber o café foram vistas como fatores de suporte pelo mercado.
Açúcar e Cacau em Destaque
O açúcar bruto fechou em leve alta de 0,14 centavo, ou 1%, a 13,57 centavos de dólar por libra-peso, buscando se recuperar após atingir a menor cotação em cinco anos na última sexta-feira. O Rabobank destacou a queda acentuada de 7% nos preços do etanol no Brasil, atribuída à aceleração da colheita de cana e da produção do biocombustível. Essa dinâmica é relevante, pois as usinas no Brasil e na Índia podem direcionar a cana para a produção de açúcar ou etanol, dependendo da rentabilidade. O açúcar branco também registrou alta de 0,4%. No mercado de cacau, os preços em Londres subiram 3,7%, voltando a máximas de dois meses, enquanto em Nova York o avanço foi de 3,6%. A expectativa de recuperação na demanda após perdas significativas no início do ano e relatos de atrasos na colheita em Gana contribuem para o cenário.