Agenda da Semana: Copom e Fed Devem Manter Juros Inalterados, Enquanto Mercado Aguarda Sinais de Corte na Selic

Copom e Fed em Foco

A semana econômica será marcada pela atenção voltada às decisões dos comitês de política monetária do Brasil (Copom) e dos Estados Unidos (Federal Reserve – Fed). A expectativa predominante no mercado é de que ambas as autoridades mantenham suas taxas de juros básicas inalteradas. No entanto, analistas do Bank of America (BofA) apontam para a possibilidade de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic já nesta semana, indicando uma divisão de opiniões e a busca por sinais de afrouxamento monetário.

Criptomoedas em Queda e Destaques do Mercado

O universo das criptomoedas apresenta um cenário de recuo. O Bitcoin (BTC) registrou uma queda de quase 7% na semana, enquanto o Ethereum (ETH) teve uma desvalorização ainda mais acentuada, de 12%. Paralelamente, o mercado acionário brasileiro viu a Cogna (COGN3) liderar os ganhos no Ibovespa, com apenas duas ações apresentando desempenho negativo. Outros destaques incluem o Mercado Livre (MELI34) ampliando seus investimentos na indústria musical e um fundo imobiliário sendo considerado uma compra pela XP devido ao seu elevado desconto e dividendo robusto.

Novidades Corporativas e Setoriais

No setor corporativo, a Mastercard anunciou a liquidação de dívidas do BRB, passando a deter 6,93% do capital do banco. A Gafisa (GFSA3) elegeu Luis Fernando Ortiz como seu novo diretor-presidente. No agronegócio, o Rabobank emitiu um ‘alerta amarelo’ devido à expansão do etanol de milho no Brasil, e uma crise nas sementeiras, a arrancada para o boi e temores para o setor de etanol também foram destacados. Uma lei que visa combater o desperdício de alimentos, colocando supermercados no centro da iniciativa, também ganhou relevância.

Eventos Históricos e Geopolíticos

Em uma nota histórica, lembrou-se um experimento meteorológico de 31 anos atrás que quase resultou em uma guerra nuclear. No cenário geopolítico, as ameaças do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas de 100% ao Canadá caso este faça acordo com a China e a sua diplomacia centralizada que desconcerta aliados, tanto da Groenlândia à Ucrânia, foram mencionados.

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