Mercados Globais Sob Pressão
As bolsas de valores em Wall Street encerraram a semana em território negativo, refletindo a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre Irã e Estados Unidos. A instabilidade na região gerou um movimento de aversão ao risco entre os investidores globais, pressionando os principais índices americanos.
Adicionalmente, a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos (payroll) abaixo do esperado adicionou combustível à cautela do mercado. Um relatório de emprego mais fraco pode sinalizar uma desaceleração na economia americana, impactando as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve.
Ibovespa Acompanha Cautela, Mas Petrobras Amortece Quedas
No Brasil, o Ibovespa seguiu o movimento de cautela internacional, registrando quedas significativas em alguns pregões. No entanto, as perdas foram parcialmente contidas pela divulgação de resultados robustos de grandes empresas, com destaque para a Petrobras (PETR4). A gigante do petróleo anunciou um lucro expressivo no quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 15,6 bilhões, e o pagamento de dividendos bilionários, no valor de R$ 8,1 bilhões, o que animou o mercado acionário.
Juros em Foco e Impacto na Selic
O cenário de juros no Brasil também esteve no centro das atenções. O aumento das taxas de juros na última sessão colocou em xeque as expectativas de um corte mais agressivo da Selic em março. A volatilidade nas taxas reflete as incertezas sobre a trajetória da inflação e a condução da política monetária pelo Banco Central.
Outras Notícias Relevantes no Mercado Brasileiro
O mercado brasileiro também acompanhou outras notícias importantes. A Receita Federal anunciou as regras para a Declaração do Imposto de Renda de 2026, com expectativa de um prazo de entrega reduzido. Empresas como Braskem (BRKM5) viram a aprovação do Cade para a entrada da IG4 como acionista, enquanto a Casas Bahia (BHIA3) negou problemas logísticos. A construtora Direcional (DIRR3) deu lugar a novas ações com potencial de surfar a queda da Selic e turbinar dividendos nas carteiras recomendadas de março, que também viram a Axia (AXIA3) ganhar espaço.