Petróleo Dispara e Ibovespa Sente o Impacto
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte alta no preço do petróleo, com o barril disparando 9%. Esse movimento impactou diretamente a bolsa brasileira, com o Ibovespa registrando quedas superiores a 3% e 4% em determinados momentos. O dólar também sentiu a volatilidade, voltando a operar acima de R$ 5,30. Analistas do BTG Pactual e da XP Investimentos já alertavam para a necessidade de cautela no curto prazo, com a XP, inclusive, revisando suas projeções para o Ibovespa.
Eleições 2026 e Cenário Político em Foco
O cenário político brasileiro também está no radar dos investidores. Pesquisas indicam que o ex-presidente Lula lideraria o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Enquanto isso, o presidente Lula ‘inaugurou’ sua campanha em São Paulo, delegando ao ministro Haddad a responsabilidade pelo equilíbrio econômico. A CVM divulgou que falhas na prestação de informações foram irregularidades comuns em fundos Master e Reag, enquanto o BRB solicitou ao STF a liberação de recursos de carteiras do Master cedidas à instituição.
Resultados Corporativos e Movimentações na Bolsa
A temporada de divulgação de resultados do 4º trimestre de 2025 (4T25) está em andamento, trazendo novidades sobre o desempenho das empresas listadas na B3. A Vulcabras (VULC3) apresentou lucro líquido de R$ 158,8 milhões no período, com o CEO atribuindo o desempenho a dois ‘segredos’. A LWSA (LWSA3) elevou seu lucro líquido ajustado em 61% e viu seu GMV avançar 10,6%. A Kepler Weber (KEPL3) aprovou um acordo de venda para a GPT, podendo deixar a Bolsa em breve. Já a Prio (PRIO3) reduziu sua produção em fevereiro, mas aumentou as vendas de óleo.
Outras Notícias Relevantes
Ataques com drones foram registrados perto de consulados dos EUA no Oriente Médio, aumentando o clima de instabilidade. O Banco Central autorizou bancos a deduzirem antecipações ao FGC dos recolhimentos compulsórios. O senador Alcolumbre negou pedidos de governistas e manteve a quebra de sigilo de Lulinha. A combinação de eleições, o preço do petróleo, questões fiscais e a guerra no Oriente Médio compõe a complexa equação que afetará o PIB em 2026.