Taxas de DIs sobem levemente após dados de inflação nos EUA adiarem expectativas de corte de juros

Mercado financeiro atento aos EUA

As taxas dos Depósitos Interbancários (DIs) apresentaram uma leve alta no mercado brasileiro. A movimentação ocorre após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que reacenderam preocupações sobre o ritmo de cortes de juros pela Reserva Federal (Fed). A expectativa de que o Fed possa adiar o início do ciclo de afrouxamento monetário impacta os mercados globais, incluindo o brasileiro.

Notícias corporativas agitam a bolsa

No cenário nacional, o dia foi marcado por diversas notícias relevantes para o mercado de ações. A Petrobras (PETR4) se destacou como a ação mais recomendada para junho, segundo um ranking de analistas, impulsionando o interesse em dividendos. Outras gigantes do Ibovespa, como Vale (VALE3) e Engie Brasil (EGIE3), também foram citadas como favoritas por casas de análise como o JP Morgan. Movimentações em fundos imobiliários, com aquisições e potenciais dividendos extraordinários, também chamaram a atenção.

Movimentos estratégicos e regulatórios

A Braskem (BRKM5) está sob os holofotes com o protocolo de um pedido de Oferta Pública de Aquisição (OPA) por seu novo controlador. Paralelamente, a B3 suspendeu o prazo de parecer sobre a OPA da Ecopetrol envolvendo a Brava Energia (BRAV3), adicionando um elemento de incerteza regulatória. A Itaúsa (ITSA4) também anunciou a recompra de ações para seu plano de incentivo de longo prazo, demonstrando confiança na gestão.

Economia brasileira e projeções globais

Em um contexto mais amplo, o setor de serviços do Brasil surpreendeu positivamente, com crescimento acima do esperado em abril. No cenário internacional, a OPEP revisou suas projeções para a demanda de petróleo em 2026 e 2027, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) elevou suas taxas de juros pela primeira vez em três anos para combater a inflação, evidenciando os desafios econômicos globais.