Soja sente clima ameno e ausência da China
Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago encerraram o pregão desta terça-feira com uma leve desvalorização. A pressão veio de um clima considerado favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos, da queda nos preços do petróleo e da falta de novas aquisições por parte da China, conforme relatado por operadores do mercado.
O contrato com vencimento em julho fechou em baixa de 2 centavos, ou 0,2%, cotado a US$ 11,1375 por bushel. Durante o pregão, o contrato chegou a atingir o menor valor desde 4 de fevereiro, negociado a US$ 11,1025.
Óleo de soja em alta e milho misto
Em contraste com a soja, os futuros de óleo de soja apresentaram alta, impulsionados pela forte demanda para a produção de biodiesel. O contrato subiu 0,35 centavo, ou 0,5%, fechando a 74,91 centavos por libra.
O mercado de milho, por sua vez, terminou sem uma direção única. O contrato de julho avançou 0,75 centavo, fechando a US$ 4,195 o bushel, enquanto o contrato de dezembro registrou queda de 0,75 centavo.
Condições climáticas e safras nos EUA
As condições climáticas para as safras no coração do cinturão agrícola do Meio-Oeste americano permaneceram em geral favoráveis, com temperaturas amenas e chuvas registradas ao longo da semana. Apesar disso, o mercado ignorou uma ligeira queda inesperada nas classificações semanais das condições das safras de soja divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na segunda-feira, 65% da safra de soja foi classificada como boa a excelente, uma leve queda em relação aos 66% da semana anterior, contrariando a expectativa de melhora dos analistas.