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Shell Brasil Anuncia Injeção de R$ 3,5 Bilhões na Raízen e Cobra Aporte Similar da Cosan em Busca de Solução Estrutural

Shell Brasil Compromete R$ 3,5 Bilhões para Raízen e Pede Paridade da Cosan

Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell Brasil, confirmou nesta terça-feira (3) que a petroleira injetará R$ 3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4), em um esforço para reestruturar financeiramente a joint venture. A empresa, no entanto, espera que a Cosan (CSAN3), sócia com 50% do capital, realize um aporte de igual valor. A medida visa encontrar uma “solução estruturante e de longo prazo” para a situação financeira da Raízen, que tem enfrentado dificuldades crescentes.

Causas do Endividamento e Estratégias em Discussão

O endividamento da Raízen é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo expansão acelerada, queda nos preços de açúcar e etanol, elevação dos juros e a desaceleração na transição energética. Desde o final de 2024, uma nova gestão tem focado em desinvestimentos para priorizar a produção de etanol e a distribuição de combustíveis, com o objetivo de apresentar “resultados operacionais já visíveis”. Duas rotas principais estão sendo avaliadas: manter a companhia integrada ou separá-la em unidades de etanol e distribuição. A Shell manifesta preferência pela manutenção da integração, considerando alto o risco de desestabilizar a estrutura de dívida caso a empresa seja dividida antes da recuperação do balanço.

Diálogo com BTG, Bancos e Governo

As negociações para a capitalização da Raízen também envolvem o BTG, novo acionista da Cosan, e bancos credores, que estão cientes da “urgência” da situação. Reuniões diárias estão sendo realizadas para avançar nas discussões. O governo federal acompanha o processo de perto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrando interesse na preservação do grupo Raízen.

Shell Brasil Reforça Atuação em Exploração e Produção

Apesar dos desafios enfrentados pela Raízen, a Shell assegura que suas operações de exploração e produção de petróleo no Brasil permanecem isoladas. A empresa registrou um recorde de R$ 12,5 bilhões em investimentos em 2025, com foco em ativos como Tupi e no campo de Gato do Mato. A Shell Brasil é a segunda maior produtora de petróleo do país e tem aumentado seu portfólio de blocos exploratórios, com planos de perfurar um poço na bacia sul de Santos nos próximos 12 a 24 meses. Sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã, o presidente da Shell Brasil destacou que o Brasil, por estar fora da rota direta da guerra, pode se beneficiar como uma fonte de suprimento de petróleo mais segura para o mercado global, apesar do aumento nos custos de frete.