Produção agrícola brasileira em 2026: um cenário de contrastes
O Brasil se prepara para uma safra agrícola robusta em 2026, com projeção de colheita totalizando 344,1 milhões de toneladas. O destaque fica por conta da soja, que deve registrar um desempenho histórico, impulsionando os números gerais. No entanto, o cenário não é uniformemente positivo, com as culturas de milho e arroz apresentando previsões de recuo para a temporada. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Soja em alta, milho e arroz em baixa
A produção de soja é a estrela da vez, com expectativa de crescimento de 4,3% e um volume recorde de 173,3 milhões de toneladas. Em contrapartida, o IBGE prevê safras menores para o algodão (-10,5%), o arroz (-8,0%) e o milho (-5,3%). O feijão também aponta para uma leve queda de 0,2%. Juntas, soja, arroz e milho representam 92,8% da produção estimada e 87,5% da área a ser colhida.
Expansão da área de plantio e distribuição regional
A área a ser colhida em 2026 deve alcançar 82,9 milhões de hectares, um aumento de 1,6% em relação a 2025. Espera-se um crescimento na área plantada de soja (0,5%), milho (2,2%) e trigo (0,9%). Por outro lado, a área de algodão herbáceo (-5,8%), arroz em casca (-6,3%), feijão (-2,5%) e sorgo (-0,5%) deve diminuir. Regionalmente, o Centro-Oeste lidera a produção com 167,9 milhões de toneladas, seguido pelo Sul (95,2 milhões) e Sudeste (30,5 milhões).
Destaques regionais e estaduais
Comparando com 2025, as regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%) apresentaram variação positiva na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, enquanto Centro-Oeste (-6,0%), Norte (-3,5%) e Sudeste (-1,9%) tiveram quedas. Mato Grosso se consolida como o maior produtor nacional de grãos, com 30,2% da safra, seguido por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (11,7%). Bahia, Goiás e Minas Gerais registraram as maiores variações positivas na estimativa de produção em relação a janeiro.