Ações da Raízen (RAIZ4) em Queda e Mudanças no Conselho
A semana foi marcada pela volatilidade das ações da Raízen (RAIZ4), que voltaram a ser negociadas abaixo de R$ 1, patamar característico de ‘penny stocks’. A queda coincide com o anúncio da empresa sobre a aquisição integral da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa. Além disso, a Raízen comunicou a renúncia de Sonat Burman-Olsson ao conselho de administração, a segunda em menos de uma semana, gerando atenção do mercado sobre a governança corporativa da companhia.
Mercado de Carne Bovina e Novos Horizontes para o Agro
Em entrevista ao Agro Times, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, destacou a expectativa de abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira em 2026. Rua comparou a conquista de novos mercados a um namoro, ressaltando a prioridade em manter esse ritmo de expansão em 2026. As discussões também abordaram as salvaguardas impostas pela China, um tema de relevância contínua para o agronegócio brasileiro.
Etanol de Milho: A Dependência da Biomassa como Desafio
O avanço do etanol de milho no Brasil, considerado uma mudança estrutural, apresenta uma fragilidade apontada pelo Rabobank: a dependência de biomassa externa para a geração de energia no processo produtivo. Andy Duff, analista do Rabobank, explicou que essa dependência pode ser o ‘calcanhar de Aquiles’ das usinas ‘full’ de etanol de milho. Em contrapartida, o modelo ‘flex’, que utiliza cana-de-açúcar, beneficia-se da biomassa já existente e de destilarias instaladas.
Análises de Mercado: Jalles em Destaque e Setor de Papel & Celulose sob Observação
No cenário de investimentos, o Itaú BBA iniciou a cobertura da Jalles (JALL3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 4 para o final de 2027, indicando um potencial de valorização de 36%. Os analistas veem a Jalles como mais protegida frente a concorrentes como Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3), apesar de um cenário desafiador no curto prazo para o setor de açúcar e etanol. Paralelamente, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) para empresas de Papel & Celulose, como Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3), é vista com cautela por analistas do BTG Pactual, Safra e XP Investimentos, que antecipam efeitos sazonais negativos e paradas para manutenção.