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Raízen em Acordo: Dívida Bilionária Pode Ser Convertida em Ações e Rede na Argentina à Venda

Avanço nas Negociações

A Raízen (RAIZ4), gigante brasileira do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, está perto de um consenso com seus credores para reestruturar sua dívida de cerca de R$ 65 bilhões. As negociações, que buscam evitar uma recuperação judicial, concentram-se na governança da empresa e na conversão de uma parcela significativa da dívida em ações.

Conversão de Dívida em Ações e Diluição de Participações

Fontes próximas às negociações indicam que credores e acionistas estão chegando a um acordo para converter entre 45% e 50% da dívida da Raízen em ações. Essa medida, se concretizada, resultará em uma diluição considerável das participações da Shell e da Cosan, sócias na joint venture, e poderá remodelar a composição do conselho administrativo da empresa. A meta é concluir essas negociações até meados de junho.

Contribuição da Shell e Questões Pendentes

A Shell reiterou sua proposta de injetar R$ 3,5 bilhões para auxiliar na reestruturação, e a empresa afirmou que continuará trabalhando com a liderança da Raízen e seus credores. No entanto, analistas apontam que a Shell pode não ser pressionada a aumentar sua contribuição, em parte devido ao impacto do imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, implementado pelo governo brasileiro. Uma questão pendente relevante é o futuro do atual presidente do conselho, Rubens Ometto, que está injetando R$ 500 milhões, um valor inferior ao da Shell. A Cosan, por sua vez, enfrenta seus próprios desafios de dívida e não utilizará os recursos de seu recente IPO da Compass para socorrer a Raízen.

Venda de Ativos na Argentina e Futuro da Governança

Paralelamente à reestruturação financeira, a Raízen está em negociações avançadas para vender sua refinaria e centenas de postos de gasolina na Argentina ao Mercuria Energy Group, em uma transação que pode render entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão. O anúncio desta venda deve ocorrer somente após a finalização do acordo de reestruturação da dívida. Há discussões em andamento sobre se os recursos da venda serão utilizados para abater dívidas ou reforçar o caixa da companhia. A resolução destas negociações é vista como crucial para a estabilidade e o futuro da Raízen, impulsionada por fatores como o interesse internacional no setor de combustíveis brasileiro e as dificuldades causadas por fatores climáticos e altas taxas de juros.