Petróleo WTI despenca e arrasta Petrobras para baixo
As ações da Petrobras (PETR4) sofreram uma forte desvalorização no after-hours da bolsa de Nova York, com uma queda expressiva de mais de 10%. O principal gatilho para essa reviravolta foi o tombo acentuado nos preços do petróleo WTI (West Texas Intermediate), que também registrou perdas significativas. Essa queda no preço do barril impacta diretamente a receita e os lucros da estatal brasileira, gerando incertezas entre os investidores.
Ibovespa reage com cautela e EWZ avança
Enquanto a Petrobras sentia o impacto negativo, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, apresentava um movimento mais contido, com leve queda. Em contrapartida, o EWZ, um ETF que replica o desempenho do índice Bovespa e é negociado em Nova York, registrou uma alta de 2,7%. Essa divergência pode ser explicada pela composição do índice e por outros fatores que afetam o mercado acionário local.
Inflação e juros no radar: BC pode elevar taxa?
A escalada da inflação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela alta nos combustíveis, levanta preocupações sobre a política monetária do Banco Central. Especialistas da MB Associados alertam que esse cenário pode forçar o BC a considerar uma nova elevação da taxa de juros (Selic) para conter a alta dos preços. Isso adiciona uma camada de apreensão ao mercado financeiro, afetando o apetite por risco e o desempenho de ações.
Outras Notícias do Mercado: Raízen, Suzano, Hapvida e mais
O noticiário corporativo também trouxe outros destaques. A Raízen (RAIZ4) teve a venda de uma usina de geração distribuída aprovada pelo Cade. Já a Suzano (SUZB3) viu suas ações despencarem após o Bank of America cortar o preço-alvo. A Hapvida (HAPV3) anunciou uma troca de CEO em meio a críticas à governança. Além disso, o mercado de renda fixa se mostra atrativo, com títulos IPCA+ oferecendo retornos de até 10%, segundo a XP, e a Ágora sugere operações de day trade com Cury (CURY3) e Vale (VALE3).