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Óleo de Soja Dispara na Bolsa de Chicago com Demanda Doméstica Forte e Impulso do Biodiesel nos EUA

O contrato de óleo de soja com vencimento em maio de 2026 na Bolsa de Chicago (CBOT) tem apresentado uma valorização expressiva, acumulando uma alta de 22,67% no ano. Esse movimento ascendente também impulsiona o contrato do grão para o mesmo vencimento, que registra uma alta de 9,14% em 2026.

Demanda Interna dos EUA e Biodiesel Ditando Preços

A forte valorização do óleo de soja está diretamente ligada à menor dependência das exportações norte-americanas na formação dos preços. O principal motor do mercado tem sido a demanda doméstica aquecida pelo processo de esmagamento nos Estados Unidos. Como resultado, a bolsa de Chicago se torna cada vez mais sensível ao ritmo desse esmagamento e ao consumo interno dos derivados da soja.

Proposta da EPA e Impacto nos Estoques

O mercado está atento a uma nova proposta da Environmental Protection Agency (EPA) dos EUA, que visa aumentar significativamente o volume obrigatório de biodiesel e diesel renovável a ser misturado aos combustíveis fósseis. A meta proposta saltaria de 3,35 bilhões de galões em 2025 para 5,61 bilhões de galões em 2026, um aumento expressivo de 67%. Caso essa proposta seja aprovada integralmente, projeções já indicam uma possível redução nos estoques finais de soja e de óleo na temporada 2025/26, com potencial de cenário ainda mais altista para os preços em 2026/27.

Farelo de Soja em Cenário Distinto

Em contrapartida, o farelo de soja, principal produto destinado à ração animal, apresenta um cenário de valorização mais moderada, com o contrato para maio de 2026 em Chicago avançando 4,08% no ano. A ampla oferta do produto, que não é acompanhada por um crescimento equivalente do consumo interno, pode levar a um aumento relevante dos estoques e, consequentemente, a uma pressão sobre os preços do farelo no futuro.