Milei questiona agilidade do Mercosul
O presidente da Argentina, Javier Milei, expressou fortes críticas ao Mercosul, alegando que a lentidão do bloco sul-americano em concretizar acordos é evidente ao comparar com a relação estabelecida entre o Mercosul e a União Europeia. Milei sugeriu que a própria dinâmica de negociação com a Europa serve como prova da morosidade característica do grupo regional.
Acordo Mercosul-UE em foco
A declaração surge em um momento em que as negociações entre o Mercosul e a União Europeia se arrastam há anos. Lula, presidente do Brasil, manifestou expectativa de um acordo em janeiro, mas também alertou sobre questões relacionadas à Venezuela, indicando que a inclusão do país no bloco ainda é um ponto de discórdia e que pode impactar as negociações com os europeus.
Tensões e declarações de Milei
Milei tem sido vocal em suas posições, inclusive defendendo a pressão dos Estados Unidos para a libertação do povo venezuelano. Paralelamente, o comunicado conjunto dos presidentes do Mercosul não fez menção à Venezuela, um sinal das divergências internas do bloco. O cenário econômico argentino, sob a gestão de Milei, também é marcado por expectativas sobre decisões futuras do Congresso em relação ao orçamento de 2026 e falas de autoridades econômicas como Gabriel Galípolo, que reforçaram a abertura da decisão sobre a taxa Selic.
Destaques do mercado financeiro
Enquanto as discussões geopolíticas e comerciais ganham destaque, o mercado financeiro brasileiro acompanha de perto os desdobramentos. A Brava Energia (BRAV3) lidera os ganhos do Ibovespa, contrastando com o desempenho da Direcional (DIRR3). Pagamentos de Juros sobre Capital Próprio pela Isa Energia (ISAE4) e dividendos pela WEG (WEGE3) também movimentam o noticiário corporativo. A Copasa (CSMG3) ainda não é vista como compra pelo Bradesco BBI, apesar da aprovação da lei de privatização, e a Tria Energia, da Patria Investimentos, anunciou a compra de uma carteira de energia da Raízen (RAIZ4).