Corte de Juros e Pressão Inflacionária no Radar Econômico
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa Selic, sinalizando um alívio para a economia. No entanto, o Itaú Unibanco alertou para a persistência da inflação, elevando sua projeção para a Selic a 13,25%. A queda dos juros é vista como um fator positivo para o agronegócio, que, segundo o Banco do Brasil, tem potencial de reação rápida. A Petrobras, por sua vez, registrou um avanço expressivo na produção de petróleo no primeiro trimestre, com exportações disparando 61%.
Tensão Geopolítica e Impacto nos Mercados
A instabilidade no Oriente Médio, com o Irã planejando controlar o Estreito de Ormuz após a guerra, tem gerado apreensão nos mercados globais. A tensão contribui para a pressão sobre os preços do petróleo, um dos principais ativos que afetam o Ibovespa. Paralelamente, o acordo entre Mercosul e União Europeia, após 26 anos de negociações, entra em vigor, prometendo novas dinâmicas comerciais.
Dividendos e Movimentações Corporativas
Investidores de olho em proventos terão um maio movimentado, com 36 companhias programadas para distribuir dividendos e juros sobre capital próprio. A BB Seguridade (BBSE3) está entre as empresas que podem render bons retornos, segundo análise da Genial. A Coca-Cola anunciou a redução do tamanho de suas embalagens, o que poderá impactar o bolso dos consumidores brasileiros.
Cenário Político e Judicial
Em um cenário político marcado por decisões judiciais, o presidente Lula parece ignorar a derrota histórica na indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defende a maior participação de mulheres na Suprema Corte. O ex-presidente Bolsonaro deixou a prisão domiciliar para uma cirurgia no ombro, e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria levanta questionamentos sobre suas consequências.