Klabin (KLBN11) registra prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 446 milhões do mesmo período do ano anterior. O resultado foi significativamente afetado pela redução do EBITDA ajustado e por despesas financeiras maiores, além de impactos contábeis relacionados à variação do valor justo dos ativos biológicos.
A Klabin (KLBN11) divulgou nesta quinta-feira (data da divulgação) um prejuízo líquido de R$ 497 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26). Este resultado marca uma reversão expressiva em comparação ao lucro líquido de R$ 446 milhões registrado no mesmo período de 2025. A companhia atribuiu o desempenho negativo a uma combinação de fatores, incluindo a queda no EBITDA ajustado, que recuou 10% para R$ 1,67 bilhão, e efeitos contábeis associados à variação do valor justo de seus ativos biológicos. Adicionalmente, um aumento nas despesas financeiras também contribuiu para o resultado.
Receita Líquida Cresce 2%, Mas Abaixo das Expectativas; Volume Total Vendido Impulsiona Resultado
Apesar do prejuízo líquido, a receita líquida da Klabin apresentou um crescimento nominal de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando R$ 4,95 bilhões. Esse avanço foi sustentado por um aumento de 12% no volume total de produtos vendidos, com expansão observada em todos os segmentos da companhia. No entanto, o valor da receita ficou ligeiramente abaixo da projeção média dos analistas consultados pela LSEG, que esperavam R$ 5 bilhões.
Desempenho Operacional em Cenário Volátil e Destaque para Papelão Ondulado
Em um contexto de maior volatilidade macroeconômica, com inflação em mercados-chave e impacto cambial negativo nas receitas de exportação, a Klabin destacou a estabilidade operacional. O segmento de celulose, por exemplo, viu o volume vendido crescer 16% para 401 mil toneladas, enquanto papéis avançaram 15% e embalagens registraram alta de 3%. O papelão ondulado, em particular, apresentou um desempenho acima da média do mercado brasileiro, com um aumento de 9% em sua receita, segundo dados da Empapel.
Custos e Investimentos Aumentam; Dívida Líquida Cede, Mas Alavancagem Permanece Estável
O custo caixa total por tonelada da Klabin permaneceu estável em R$ 3.342. Contudo, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) por tonelada sofreu um aumento de 4%, pressionado pelos custos fixos de paradas de manutenção na unidade de Monte Alegre e pelo encarecimento das fibras. As despesas com vendas e administrativas foram parcialmente diluídas pelo aumento do volume. A companhia também aumentou seus investimentos em 39% na comparação anual, totalizando R$ 839 milhões, direcionados para manutenção, silvicultura e modernização industrial. A dívida líquida encerrou março de 2026 em R$ 32,9 bilhões, com uma alavancagem de 3,3 vezes (em dólar), estável em relação ao trimestre anterior. O caixa total da empresa somou R$ 8,9 bilhões.