Avanço dos Juros Futuros e Impacto Global
Os juros futuros no Brasil operam em alta, impulsionados pela valorização dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã adiciona um elemento de aversão ao risco nos mercados globais, levando investidores a buscar ativos mais seguros e pressionando os rendimentos de títulos públicos. Paralelamente, as atenções se voltam para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), cujas decisões sobre a taxa Selic são aguardadas com expectativa, especialmente diante das recentes revisões para cima nas projeções de inflação.
Bolsas em Montanha-Russa e Destaques Corporativos
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reflete a volatilidade do cenário. Enquanto isso, a temporada de balanços ganha força, com gigantes como Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) apresentando seus resultados financeiros. Acompanhamos também os movimentos de empresas como Raízen (RAIZ4) e Sabesp (SBSP3), cujas ações têm sido destaque. Do outro lado do Atlântico, Wall Street fechou sem direção única, com Nasdaq e S&P 500 atingindo novos recordes, contrastando com a cautela observada em outras praças, como as bolsas asiáticas, que fecharam majoritariamente em baixa devido às incertezas geopolíticas.
Cenário Político e Inflacionário em Foco
A conjuntura política brasileira também está no centro das atenções. Pesquisas eleitorais indicam mudanças no cenário, com o candidato Lula recuperando vantagem no primeiro turno e empatando com Flávio Bolsonaro em simulações para o segundo turno. Notícias sobre investigações e ações judiciais envolvendo partidos e figuras políticas, além do uso de inteligência artificial em campanhas, adicionam camadas de complexidade ao ambiente pré-eleitoral. No front econômico, o IPCA-15, que mede a inflação ao consumidor, repercute no mercado, enquanto o Banco Central anuncia leilões para rolagem de swaps. A pesquisa do BCE revela que bancos da zona do euro estão restringindo crédito, e os consumidores preveem mais inflação, um reflexo de preocupações globais.
Commodities e Perspectivas Futuras
O preço do petróleo reage à falta de perspectiva de um fim rápido para o impasse EUA-Irã, subindo mais de 2%. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) propõe que os leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027, sinalizando mudanças estruturais no setor. Em contrapartida, o Assaí (ASAI3) reportou uma queda de 47% em seu lucro no primeiro trimestre de 2026, impactando o setor de varejo. O economista Adolfo Sachsida expressou otimismo em relação à economia, afirmando que a eleição trará melhorias em um ano e meio.