Mercados em Alerta com Conflito no Oriente Médio
O Ibovespa registrou uma queda expressiva de mais de 2% nesta sessão, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados globais. O conflito em escalada no Oriente Médio, com especial atenção às tensões envolvendo o Irã, impulsionou o dólar a R$ 5,28, seu maior patamar em algum tempo. O petróleo, por sua vez, disparou, com o barril do tipo Brent superando os US$ 85, o maior valor desde julho de 2024, e o WTI também apresentando forte alta. A busca por ativos considerados seguros levou as taxas dos DI a dispararem.
Setores Reagem à Instabilidade Global
A notícia do aumento das tensões no Oriente Médio impactou diretamente o preço dos grãos em Chicago, que também subiram em sintonia com o petróleo. Para o Ibovespa, a instabilidade geopolítica se sobrepõe a outros fatores que poderiam movimentar o índice. Apesar disso, o mercado segue atento aos resultados corporativos do 4º trimestre de 2025. Empresas como 3tentos (TTEN3) divulgaram seus balanços, com a companhia apresentando recuo de 39,4% no lucro, enquanto o Fleury (FLRY3) viu seu lucro crescer quase 15% no ano.
Olho nas Próximas Divulgações e Cenários
O calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 está em andamento, e analistas do Itaú BBA destacam as construtoras como setores com potencial de destaque. O Bradesco BBI, por sua vez, aponta uma ação com potencial de alta de 50% em 2026, que ainda promete distribuir dividendos elevados. A XP aumentou sua projeção para o Ibovespa em 2026 para 196 mil pontos, mas alerta para possíveis correções no curto prazo.
Outros Fatores em Destaque
A Receita Federal anunciou que as regras para a declaração do Imposto de Renda 2026 serão divulgadas em 16 de março, com expectativa de redução no prazo de entrega. No cenário corporativo, a questão envolvendo a Master e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ganha contornos mais definidos, com o FGC determinando o montante que os bancos deverão desembolsar. A aprovação da compra da Vital e a possível entrada da Orizon (ORVR3) no Ibovespa são vistos como ‘sonhos próximos’ pela companhia, segundo seu CEO.