Tensões Geopolíticas Impactam Setor Elétrico
A escalada de tensões no Oriente Médio tem gerado um ambiente de maior risco para as empresas do setor elétrico. Segundo fontes do setor, a operação tem sido marcada por um “conservadorismo” diante da imprevisibilidade do cenário. A preocupação reside no potencial impacto de uma guerra mais ampla na cadeia de suprimentos e nos custos de energia, o que pode afetar diretamente a rentabilidade e a estabilidade das operações.
Petróleo e Inflação: Uma Combinação Preocupante
O petróleo volta a ser um fator de atenção para a inflação, com projeções indicando uma aceleração em março. A guerra no Oriente Médio e a ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz, como alertado por Donald Trump, elevam o preço do barril e impactam os custos de transporte e combustíveis. Empresas como a Vibra (VBBR3) se preparam para o programa de subvenção ao diesel, enquanto o setor de transporte e combustíveis pede rigor em testes para o uso de biodiesel, buscando alternativas para mitigar os efeitos da volatilidade.
Mercado Financeiro em Alerta
O mercado financeiro reage às incertezas. A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou uma queda expressiva em seu valor de mercado, perdendo R$ 27,9 bilhões em um único dia, a maior queda intradia em quatro anos. Contudo, a estatal também anunciou um acordo de US$ 450 milhões para retomar 100% dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte. Em contrapartida, os juros futuros apresentam queda com a perspectiva de uma “trégua” no conflito, sinalizando uma busca por maior estabilidade.
Dividendos e Estratégias Corporativas em Destaque
Apesar do cenário adverso, algumas empresas buscam estratégias para atrair investidores. A Log (LOGG3) viu suas ações saltarem 50% e dividendos alcançarem 17%, com o CFO explicando as táticas. A Raizen (RAIZ4) negocia a conversão de R$ 29 bilhões em dívidas em ações, enquanto a Petrobras (PETR4), SLC Agrícola (SLCE3) e outras ações são recomendadas por analistas para dividendos em abril. No setor de construção, Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) apresentaram altas nas vendas e produção no primeiro trimestre. Já a Neoenergia (NEOE3) teve sua participação elevada pela Iberdrola para cerca de 98% após uma OPA de R$ 5,8 bilhões. No setor de saúde, a Hapvida (HAPV3) prepara a indicação de um novo vice-presidente de finanças após trocas na diretoria, e o Citi avalia a dificuldade em encontrar um comprador para a empresa nas atuais condições de mercado.