Mercado reage a dados de emprego e balanços corporativos
O dólar comercial encerrou a semana cotado abaixo da marca de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. A moeda americana registrou forte desvalorização, impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo um payroll (dados de emprego dos EUA) mais forte do que o esperado e a divulgação de balanços corporativos do primeiro trimestre de 2024. Esses elementos, em conjunto, sinalizam um cenário econômico que favorece ativos de maior risco, como a bolsa brasileira.
Selic e Desenrola 2.0 no radar dos investidores
Enquanto o dólar reage a eventos internacionais, o mercado interno também acompanha de perto as decisões sobre a taxa Selic. Novas projeções indicam que o Banco Central pode reduzir a taxa de juros em um ritmo mais lento do que o antecipado anteriormente, segundo análise da XP. Além disso, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram detalhes sobre o funcionamento do Desenrola 2.0, programa que visa renegociar dívidas de clientes desses bancos públicos, gerando expectativas de impacto no consumo e na economia doméstica.
Bolsa brasileira em destaque com dividendos e novas carteiras
A Bolsa de Valores brasileira (B3) também esteve agitada. A Caixa Seguridade (CXSE3) aprovou o pagamento de R$ 1,05 bilhão em dividendos intercalares, animando investidores. Em contrapartida, o Magazine Luiza (MGLU3) repercutiu negativamente um prejuízo reportado, enquanto a Smart Fit (SMFT3) liderou os ganhos do Ibovespa na semana. A XP Investimentos também anunciou mudanças em sua carteira de small caps, incluindo Alupar (ALUP11) e BR Partners (BRBI11), sinalizando oportunidades de investimento em empresas de menor capitalização.
Petrobras e Copasa apresentam resultados trimestrais
No setor de commodities, a Petrobras anunciou um recorde de produção de diesel em abril em sua refinaria Abreu e Lima. Já a Copasa (CSMG3) divulgou seu balanço do primeiro trimestre, registrando uma queda de 14,1% no lucro líquido, que somou R$ 368,1 milhões. A Energisa (ENGI11) também se destacou ao anunciar R$ 18 bilhões em investimentos após a renovação de suas distribuidoras.