Mercado de Olho no Copom e Decisões de Juros Globais
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinaliza um iminente corte na taxa Selic, notícia que impulsiona o Ibovespa a uma alta de mais de 1% nesta quarta-feira (18). A expectativa por uma política monetária mais branda no Brasil coincide com a atenção voltada para as decisões de juros nos Estados Unidos, que também podem influenciar o fluxo de capital para mercados emergentes.
Destaques Corporativos Movimentam a Bolsa
O cenário corporativo brasileiro está agitado. A Petrobras (PETR4) atualizou os valores de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) a serem pagos aos acionistas, gerando interesse entre os investidores. Paralelamente, a Itaúsa (ITSA4) divulgou um lucro líquido recorrente robusto de R$ 4,45 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 21%, com o CEO indicando potencial para mais dividendos. A Embraer (EMBJ3) também está no radar, com o Itaú BBA vendo uma oportunidade de entrada após uma recente “queda exagerada” nas ações da fabricante.
Raízen Fora do Ibovespa e Mudanças em Índices
Em uma movimentação relevante para a composição do principal índice da bolsa brasileira, a Raízen (RAIZ4) foi excluída do Ibovespa e de outros índices da B3. A exclusão ocorre em meio a um processo de recuperação extrajudicial da empresa, o que pode impactar o desempenho dos fundos que replicam esses índices.
Caminhoneiros Anunciam Greve e Preocupações com o Diesel
Um novo capítulo na tensão entre caminhoneiros e o governo se desenha com a confirmação de uma greve por conta da alta no preço do diesel. A paralisação, com início previsto para esta quinta-feira, pode gerar impactos logísticos e pressionar ainda mais os custos de frete, adicionando um elemento de incerteza ao cenário econômico.
Recomendações de Investimento e Cenário Internacional
Analistas de mercado seguem atentos às oportunidades. O BB Investimentos recomenda venda de Equatorial (EQTL3) em operações de swing trade, enquanto o BTG vê potencial de mais baixas no curto prazo para o Ibovespa futuro. No cenário internacional, a pressão sobre os preços ao produtor nos EUA em fevereiro, com alta de 0,7% impulsionada por serviços, e a escalada no conflito no Irã, somam-se às expectativas sobre as decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, moldando o comportamento do mercado.