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BTG Projeta Cortes na Selic em 2026, Mas Alerta: Risco Fiscal Limita Otimismo e Pode Segurar Redução de até 3 Pontos

Cenário de Queda para a Taxa Básica de Juros

O BTG Pactual avalia que o Brasil possui espaço para reduzir a taxa Selic em até 300 pontos base (3%) ao longo de 2026. Essa perspectiva se baseia em uma melhora gradual do cenário inflacionário e na expectativa de que o Banco Central possa dar continuidade ao ciclo de afrouxamento monetário iniciado neste ano. No entanto, os economistas do banco ressaltam que o otimismo é moderado devido a fatores de risco que podem comprometer essa trajetória.

O Peso do Risco Fiscal no Otimismo

O principal ponto de atenção para o BTG e para o mercado em geral continua sendo o cenário fiscal brasileiro. A percepção de que o governo pode não cumprir suas metas de déficit e a falta de clareza sobre medidas de ajuste fiscal eficazes geram incertezas. Esse quadro de risco fiscal elevado atua como um limitador para o otimismo em relação aos cortes da Selic, pois pode forçar o Banco Central a manter uma postura mais cautelosa para evitar pressões inflacionárias.

Impacto nas Expectativas de Mercado

A análise do BTG sugere que, embora haja espaço técnico para mais cortes na Selic, a velocidade e a magnitude dessas reduções dependerão diretamente da evolução das contas públicas. Caso o risco fiscal se materialize ou se agrave, o ciclo de cortes pode ser mais lento ou até mesmo interrompido, afetando as projeções de crescimento econômico e o comportamento de outros ativos financeiros, como o Ibovespa e as taxas de juros de mercado (DIs).

Outros Fatores de Atenção no Mercado Financeiro

No cenário econômico geral, o dia foi marcado pela divulgação do IPCA, que subiu, e pela oscilação nas taxas do Tesouro Direto. Empresas como BB Seguridade divulgaram seus resultados, enquanto Raízen (RAIZ4) e Bradesco (BBDC4) estão sob os holofotes por avaliações estratégicas e de potencial de ação, respectivamente. A Petrobras (PETR4) anunciou recorde de produção em 2025. O Ibovespa fechou estável, acompanhando Wall Street, com o dólar em alta a R$ 5,19. A B3 (B3SA3) continua sua trajetória de alta, com analistas questionando os limites de valorização do papel.